
Autokriptografia é uma obra musical surrealista composta por Carlos Alberto C. Torres Júnior, pianista e compositor baiano (1969-) escrita no Rio de Janeiro em 1992, adaptada e encenada para o teatro em 1993 pela UNIRIO. A peça, em 3 atos, aborda a dicotomia contraditória da felicidade versus consciência e como o apego e as paixões podem levar a enxergar o mundo de diversos pontos de vista: feliz para uns, infeliz para outros. A visão religiosa das personagens que se encontram em uma realidade extracorpórea é responsável pelo estado o qual elas se encontram.
A obra musical e escrita é também recheada de simbolismos cabalísticos no qual as palavras e notas musicais se desdobram em múltiplos significados muitas vezes reforçando o sentido denotativo, outras vezes criando uma ambigüidade aparentemente excludente, mas complementar no sentido metafórico.
Este site contém comentários e explicações sobre o enredo da peça, seu simbolismo musical bem como seus personagens.
Sobre o autor:
Carlos A. Frank (Carlos Alberto Castro Torres Júnior) nasceu em Salvador em 1969, recebeu o diploma de professor de música pela Universidade Católica de Salvador em 1990, depois estudou Astronomia na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além de dar aulas de piano desde a década de 80, é compositor de inúmeras peças sobretudo para piano.
Suas principais obras são:
- op. 1: Concerto para Piano e Orquestra, composto em Salvador em 1988.
- op.2: o álbum de 24 fantasias para piano “Jardim Imperial de Fitser”.
- op. 3: o musical para piano, orquestra e coro “Autokriptografia”, composto e encenado no Rio de Janeiro em 1992.
Além dessas principais obras, centenas de outras peças foram compostas principalmente na década de 90 para TV e teatro.
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