A U T O K R I P T O G R A F I A


Cena 6 – 2° Ato


O Musical possui uma pausa antes desta cena, pois metade do tempo total (cerca de 1h e 40 minutos) foi transcorrido e após esta pausa chegamos a última cena do 2° Ato, quando o pranto do protagonista pela perda de sua amiga, a Recém-Convertida da Cidade de Gogam, cujo nome ele não tomou conhecimento, assume uma forma mais introspectiva e silenciosa. As crianças que ainda o acompanham tentam lhe dar algum ânimo dizendo-lhe que o local onde se encontram é um plano espiritual muito elevado onde ele poderia ter contato com determinados mestres espirituais e que talvez pudessem ajudá-lo nas questões existenciais que o afligem.

Rouxinol sobe uma montanha onde encontra um Yogi indiano conhecido como Paramahansa Yogananda e travam um curto diálogo. O diálogo é esclarecedor, mas não melhora o estado de tristeza do protagonista que oscila entre a depressão e a revolta. Neste ponto é entoada a ária “Lamento ao Vento“, a 15a ária do Musical, uma orquestração do 6° fragmento da “Música-Mãe” a qual evoca a necessidade da essência do significado do Trigrama “Lago” , uma vez que este estado de profunda tristeza atingido, ao contrário das outras árias que refletem esse sentimento, é desprovida de qualquer esperança.

“Lamento ao Vento”

Entrego ao Vento a minha Voz!

Vento que turva o Canto, minha oração,
Semeia em cada mundo o meu clamor pelo Amor.

Sopram ventos para o futuro incolor.

Longe da terra seca plantaste as flores em nome do Amor.
Cantai ao vento frio, que gela o teu coração,
a canção sem razão, destoante trio.

Ao longe um Jardim insulado e tranqüilo
Ele vive sonhando nesse estranho mundo.
Digam porque ele não pode ver o que fez para que se
Transformassem suas lágrimas em oceanos de agonia sem fim.

Mas se esta canção servir de alento
Entrego as asas queimadas do Sol,
Infeliz Rouxinol…

O protagonista não encontra em filosofias religiosas seja uma explicação, ou solução para o seu sofrimento e ao fim de seu canto final se atira do alto da montanha inciando uma vertiginosa queda que atravessa todos os planos espirituais em direção ao domínio do Umbral onde iniciar-se-á o 3° Ato.


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