A U T O K R I P T O G R A F I A


Cena 4 – 1° Ato


Esta cena teve sua ordem modificada em relação ao roteiro original. Ela seria a quinta cena, mas, para que a cena anterior tivesse uma continuidade lógica, foi transposta nesse momento após o primeiro diálogo de Selma com Rouxinol. A Cena inicia-se com as recordações da vida adulta do Protagonista quando ainda vivia na Cidade-Domo e exercia a função de fornecedor de tubos de oxigênio nas residências. A lembrança é encenada para que seja um momento revivido.

Após isso, um grupo de 5 entidades espirituais se fazem presentes ao chamado de Selma e o colóquio entre estes e as personagens é cantado nesta 4a ária que muda o tom a cada 2 compassos, de forma que passa por toda gama possível de acordes maiores. A seqüência desses acordes nessa ordem é primordial para codificação dos significados cabalísticos dos números associados a cada tríade de modo impingir à música um alto grau de transcendência, ou seja, a própria canção foi composta para ser um portal de elevação ao Plano Mental. Poderia se dizer que essa ária é uma mandala musical.

Participam do coro Rouxinol e Selma que cantam ora alternadamente, ora simultaneamente em um quase jogral. Nesta cena é cantado o sofrimento do personagem principal que, depois da revelação da primeira fase de sua vida encarnada, é trazido das lembranças jazidas.

“O Jardim Sem Fim”

Rouxinol:

Quantas vidas proscritas,
quantas mortes vivi?
Oh, egrégora sábia,
escutai minha Dor
.




Por que há tantas chagas
quando não há porquê?
Almas que desidratam
esperança de viver.






Mas um canto de Dor.



Já não tenho temor!


Minha voz
estrugiu dos céus ao chão.
As palavras são punhais
transpassando o coração
que ainda pulsa em vão,
Ademais seguirei
minha busca eterna por ti!

Selma:





Neste Plano divino
toda Dor tem valor,
Porém eternizá-la
é um erro comum.


Quando não há porquê
Almas que desidratam
de esperança de viver.





Tua voz é teu canto!

Dor que esvai cada novo
amanhecer que virá.

Rouxinol, tu não temas!

Quando a Luz um momento
deslindar nova cor.

Tua voz
estrugiu dos céus ao chão.
As palavras são punhais

transpassando o coração,
ele nunca pulsa em vão,
ademais seguirás
a busca eterna por ti!

Sábios espirituais:




Rouxinol, não nos tome
como juízes de ti,
mas sofrer será sempre
uma escolha de cada ser.

A Família do Número 5

Do número base 5 deriva-se outros números que compartilham o mesmo princípio vibratório, porém agregados de uma simbologia própria. O número da Vida pode se expressar em várias versões, como mostra a figura abaixo.

Família do Número 5
  • 5: É o Centro Vivo, o número do ser encarnado: o humano em sua travessia existencial. Cinco extremidades do corpo, cinco sentidos, o homem entre céu e terra. É um eixo de mediação, base do Pentagrama.
  • 14: A duplicação do número da Evolução 7 corresponde ao acordes de Gm e Bm. O número da temperança e à soma dos algarismos do título do musical. É a centelha espiritual entrando na matéria organizada. Sugere gravidade, busca, nostalgia.
  • 23: O 9° número primo, portanto uma força autônoma, é o número da Consciência e corresponde aos acordes de Cm, Em e à soma da combinação dos algarismos do título do musical.
  • 32: A quinta potência da dualidade é o número da síntese profunda, associado ao sombrio acorde G#m.
  • 41: O 13° número primo simboliza a busca à origem, associado ao acorde Abm indica o mesmo som com um novo significado. A tonalidade de Ré maior também é associada a esse número.
  • 50: O duplo quadrado de 5 é o número de Selma, que também possui 5 letras. É a expansão absoluta da vida representando o 5 elevado ao estado cósmico: a manifestação total do princípio central.

Esses números, através dos acordes ou palavras que os evocam, marcam os temas que as árias ou partes delas tratam. Outros números desta família como o 59 (17° primo) que resume palavras como “Luz”, “Realidade” e também “Abismo” são bastante recorrentes na peça.

Todo 5° elemento de um conjunto sempre representará a transcendência da forma, que é a mensagem de Selma.