A U T O K R I P T O G R A F I A


Cena 5 – 1° Ato


A cena 5 também foi modificada sua posição em relação ao roteiro original. Após o diálogo com Selma na cena anterior em plano espiritual superior, o protagonista é transladado a outro nível, inferior a onde estavam, mas superior ao Jardim Sem Fim. Ele se encontra sozinho caminhando ao longo dos anéis de Saturno e ao encontrar uma escada de gelo, desce em direção à superfície do planeta onde encontra construções de geometria simétrica. Neste mundo também não há ninguém além dele, como no Jardim Sem Fim e neste ambiente, após um curto monólogo reflexivo, as crianças surgem para contar a terceira e última parte de sua vida encarnada – do seu exílio no deserto até seu desencarne. Nessa parte vem à tona ao final de sua história o motivo pelo qual ele é chamado de Rouxinol. Ao fim do relato, a 5a ária é tocada, talvez a mais curta de todo musical com poucos instrumentos (piano, flautim, violino e violoncelo). Ela é o 2° fragmento da Música-Mãe, relacionado com o Trigrama Terra. O protagonista canta um pequeno trecho de uma melodia (19 notas) que será três vezes executada de maneira diferente ao longo do primeiro Ato – o tema secundário da Música-Mãe.

Tema Secundário

Na vasta fartura de simbologia cabalística desta cena, chamamos atenção que a soma da notas do Tema Secundário, em mi menor, é 148 (quatro vezes 37 – relacionado ao subnível Astral de Rouxinol). E nesta simples melodia engendra as bases da geometria sagrada através dos intervalos melódicos. Esta simples melodia contém cada um dos elementos geométricos que levam a formação das mandalas e formas ditas sagradas.

O protagonista, ao fim desta cena, já tem plena memória restaurada e consciência de toda sua trajetória de vida e os motivos pelos quais se encontra nesta situação. Assim ele decide iniciar uma jornada ao longo dos subníveis do Plano Astral em busca de sua Amada. É um momento que ele procura através da racionalidade uma forma de solucionar as questões que angustiam a alma.

“Oh Evolução galgada na Dor,
Sentença amarga isenta de perdão.”

“O Canto do Rouxinol

A Família do Número 7:

Desdobramentos da Evolução

Assim como demonstrado na Família do número 5, o número 7 – símbolo da estrutura evolutiva espiritual – tem seus desdobramentos em outros números cuja soma dos algarismos resulta em 7:

  • 16: o arcano da “Destruição da Torre”, as forças que destroem sistemas ultrapassados para que o melhor prospere. Os Acordes de D e Bb estão associados a esse número. Considerando que também é uma potência da dualidade (24), representa fortemente as estruturas consolidadas. É o número de letras do título da obra e representa a nota de ligação da enarmonia em Autokriptografia – lá bemol.
  • 25: quadrado do número 5, o número de peças que compõem a obra, representa os acordes de F# e Eb. A busca pela Evolução – o ânimo básico para que ela seja alcançada.
  • 34: número associado aos acordes Gb e B. Como múltiplo de 17 evoca a esperança.
  • 43: o 14° número primo, associado às tonalidades de dó maior e ré menor. Simboliza a crença (a soma das letras dos verbos “ter” e “crer” resulta 43.
  • 52: um múltiplo de 13, portanto a capacidade de desestruturação para criar novas formas.
  • 61: 52 + 62 – a soma de dois quadrados simultâneos simboliza o entendimento profundo.
  • 70: representa um ciclo completo evolutivo.

Dado que todo acorde menor é sempre associado a um número [múltiplo de 3] – 1 e os acordes maiores são associados a um número [múltiplo de 3] + 1, ocorre que todo acorde derivado do ciclo do 5 é sempre menor, enquanto todo acorde derivado do ciclo de 7 é sempre maior.


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