A U T O K R I P T O G R A F I A


Cena 7 – 1° Ato


Nesta cena, diretamente uma continuação da anterior, ocorre o diálogo entre Rouxinol e Ana Alice. Ela que antes despertara uma atração viceral, age de uma forma que implode os sentimentos do protagonista ligando-o ao seu histórico de rejeições da vida passada. Ele simplesmente abandona o local que permanece às gargalhadas e caminha em direção a uma floresta escura. Nesse momento é executada a 7a ária denominada “A Casa dos Seres Perfeitos”, o 3° fragmento da música-mãe, relacionada ao trigrama “vento”. A aria encerra-se com o tema secundário numa nova versão.

A Casa dos Seres Perfeitos

Obviamente o nome Ana Alice é cabalístico e cifrado nesse sistema. Resulta no número 46, ou seja, o dobro de 23 – o número da consciência. Ana Alice é o arquétipo dos desejos mais viscerais. Ela retorna somente no 3° ato protagonizando a essência da carência emocional.

O Octograma dos 3 Pilares

Ao citarmos as relações cabalísticas que o título da obra apresenta, foram mencionados os três dígrafos (KR – PT – GR) que formam os 3 Pilares da Árvore da Vida.

O Tema Secundário já foi executado 2 vezes (cena 4 e cena 6) expressando com a mesma melodia expressões distintas da “realidade”. Ele será uma última vez executado com uma terceira interpretação no 2° ato. Cada uma dessas execuções simboliza um Pilar da Árvore da Vida, cada um deles um dígrafo aludido. A soma dos valores numéricos desses 3 dígrafos resulta no triplo de 25 (acorde de G#m, diametralmente oposto à tonalidade principal do musical).

Quando refletimos esse número que soma os três dígrafos (portanto 6 letras) encontramos outro número composto, no caso, o triplo de 27, lembrando que 27 (= 128) é o número do nome de Rouxinol, ou seja, o personagem Rouxinol manifesta-se 3 vezes (1°, 2° e 3° atos) e apresenta em cada um desses 3 momentos uma expressão distinta, descrita por 3 tonalidades em cada ato cuja soma resulta em 27. Há mais duas possibilidades de trios de tons que também resultam em 128 que foram utilizadas ocasionalmente como variações harmônicas. Elas estão ilustradas na tabela sem ligação direta com um ato.

Considerando que cada dígrafo foi multiplicado por 4 e eles estão todos somados, a forma de representação que mais se adequa a essa estrutura é um octaedro ou dupla pirâmide e como os valores de KR, PT e GR não são iguais, torna o poliedro não regular. Uma vez visualizado o poliedro, é inequívoca a associação das suas 8 faces triangulares com os 8 trigramas.

Nessa análise de correlações entre números com acordes, tonalidades e palavras devemos dar especial atenção aos números primos, pois eles são os arquétipos puros (absolutos simbólicos) e indicam os eventos ou narrativas indivisíveis (eventos básicos) como se fossem as unidades significativas do pensamento e do sentimento. Quando esse número for um número [múltiplo de 3] + 1 trata-se de formas e eventos externos – serão sempre acordes maiores. Já os números [múltiplo de 3] – 1 são os eventos os estruturas internas e são sempre acordes menores. Os números múltiplos de 3 serão sempre ligações ou transcendências entre esses eventos e são sempre acordes aumentados ou diminutos.

Os números compostos (não primos) são acordes de preenchimento harmônico e muitas vezes não estão realacionados à simbologia cabalística. Quando há simbologia musical atribuída a eles, os mesmos podem ser decompostos em fatores ou parcelas de números primos, pois esses são os elementos básicos da significância numerológica. Assim ao se ouvir as árias devemos ter em conta que a harmonia de cada música tem uma linguagem narrativa simbólica, pois a sucessão de acordes e cadências passam a ser eventos arquetípicos. Acordes ou escalas que possuem o mesmo número evocam o memo estado energético harmônico.

Quando analisamos o significado místico de um número podemos decompô-los em parcelas de números primos que revelam a complexidade do significado procurado. Alguns exemplos:

  • D – sentimento básico da existência (16)
  • A, F – flexibilidade, formas de adaptação (19)
  • Ab – alto nível de complexidade estrutural
  • Cm, Em – equilíbrio dual
  • F#m, Dm – medo da instabildade
  • Abm – máximo nivel narrativo (41)

Assim temos acordes com pouca ambigüidade, acordes intermediários flexíveis e os de alta complexidade narrativa.


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